EM LOUVOR DO SILÊNCIO DE BELÉM

Silêncio de Belém,
que no mundo acendes a paz e o bem,
inspira o nosso coração também.
As nossas vidas de correria
nem sequer reparam na alegria
que destila tanta beleza
nos nossos passos carregados de tristeza.
Silêncio de Belém,
de Maria, de José e de Jesus,
faz brilhar em nós a tua luz,
para que percebamos que as trevas do egoísmo
só nos empurram, a todos, para o abismo.
Silêncio de Belém,
que acolheste a visita dos pastores,
alivia em tantos as dores,
ampara os que fazem luto
e choram a separação
em lágrimas doridas de solidão.
Silêncio de Belém,
que abriste as portas aos Magos,
inunda este mundo com teus afagos
e faz-nos perceber que não é a arrogância nem a violência
que vão melhorar o rumo da existência.
Silêncio de Belém,
ajuda-nos a respirar a paz que de ti nos vem.
De facto, faz-nos sempre tão bem
respirar o silêncio que nos vem de Belém.
Que saibamos escutar e não apenas falar.
Que percebamos que comunicar é mais que fazer ruído
e semear mágoas no nosso mundo, já dorido.
Silêncio de Belém,
obrigado pela tua eloquência
e por tanta intensidade de vivência.
Bastou uma palavra e nada ficou igual.
É essa a palavra que acolhemos no Natal.
Silêncio de Belém,
que nos ensinas tanto,
não deixes apagar em nós o encanto.
Que a paz da manjedoura
seja eterna, duradoura.
Silêncio de Belém,
que hoje sentimos bem perto, à nossa beira,
acompanha-nos sempre, a vida inteira!



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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