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DEUS VEM AO MUNDO ATRAVÉS DE UMA FAMÍLIA

Dizem — e não é mentira — que o Natal é a Festa da Família. De facto, sendo a festa do nascimento de Jesus, o Natal é, por inerência, a festa da família de Jesus. E é, por extensão, a festa da nossa família com Jesus.
Curiosamente, houve uma altura em que se pretendeu sobrepor a Festa da Família à Festa do Nascimento de Jesus. Apenas uma semana após a revolução de 5 de Outubro de 1910, foi promulgado um decreto que estabelecia que o 25 de Dezembro deixasse de ser a comemoração do nascimento de Jesus para passar a ser somente o dia da Festa da Família. Só que o bom povo, na sua sábia coragem e na sua corajosa sabedoria, nunca deixou de celebrar — em família! — o nascimento de Jesus.

A família não esvazia o Natal e o Natal não esvazia a família. A família oferece o ambiente natural para o Natal e o Natal oferece o sentido sobrenatural para a família. A família fica mais cheia na quadra do Natal e fica mais preenchida com o mistério do Natal. Afinal, que nos mostra o Natal? Essencialmente, mostra-nos Jesus, mostra-nos Maria e mostra-nos José. Ou seja, mostra-nos uma família.
Deus quis entrar no mundo através de uma família, através de uma família formada por um homem e por uma mulher. É esta a família que Deus quer, a família que Deus criou. Nos relatos da criação, diz-se expressamente que, quando Deus criou o homem à Sua imagem e semelhança, criou o homem e a mulher (cf. Gén 1, 26). É por tal motivo que o homem deixa pai e mãe para se unir à sua esposa passando os dois a ser uma só carne (cf. Gén 2, 24). Jesus retoma e confirma este desígnio primordial recomendando: «Não separe o homem o que Deus uniu»(Mc 10, 9). Estão aqui consignadas as propriedades essenciais do matrimónio: unidade e indissolubilidadecom a consequente abertura à geração de vida.



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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