DEUS GOSTA DE NOS SURPREENDER

Deus gosta de nos surpreender, de surpreender a nossa vida. É na nossa vida que ocorre a Sua vinda. Neste sentido, se é belo fazer presépios na nossa casa, é muito mais necessário fazer um permanente presépio na nossa vida. É na nossa vida que Deus quer renascer para nós. É na nossa vida que Deus quer que renasçamos para Ele.
Toda a nossa vida será, assim, Evento de Advento. Ou seja, a nossa vida será o Evento que acolhe o permanente Advento de Deus ao mundo.

Neste sentido, não é difícil entender que o Advento tem de ser um tempo de recolhimento, como é próprio num tempo de preparação, de expectativa. A expressão plena da alegria deve ser reservada para o Natal. Liturgicamente, o Tempo de Natal começa com a Vigília do Natal, na tarde do dia 24 de Dezembro. Até lá, não devemos obviamente andar tristes, mas é bom que sejamos sóbrios e moderados. Na própria igreja, os instrumentos musicais e os ornamentos de flores devem moderados para reservar a plena expressão da alegria para o Natal.
Tal moderação sinaliza, igualmente, um convite à oração. Orar há-de ser a maior prioridade do Advento. De facto, orar é a atitude de quem espera, de quem acolhe. Quando nos dispomos a ir ao encontro de Deus, facilmente percebemos que é Deus quem vem ao nosso encontro. À medida que formos caminhando na oração, daremos conta de que não estamos só diante de Deus e Deus não está só diante de nós. Deus está dentro de nós e nós estamos dentro de Deus.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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