COM O TEMPO QUE VEM, DEUS VEM TAMBÉM

Depois de um Ano Litúrgico, outro Ano Litúrgico. Há uma semana, assinalávamos, com a solenidade de Cristo Rei, o último Domingo do Ano Litúrgico. Hoje, Primeiro Domingo do Advento, damos início a um novo Ano Litúrgico. É o chamado Ano B, cujo evangelista dominante é São Marcos.
É assim na vida, é assim na fé: cada tempo gera tempo pelo que, atrás de tempo, tempo vem. E com o tempo que vem, o Deus do tempo vem também. Deus vem ao nosso tempo, Deus vem ao nosso mundo, Deus vem à nossa história, Deus vem à nossa vida. Em suma, Deus nunca deixa de vir.

É por isso que o Advento não foi só no passado nem será só no futuro. O Advento também é no presente, o Advento é sempre presente. Deus veio (no passado), Deus virá (no futuro) e Deus vem (no presente e como presente em cada presente). Advento significa vinda e Deus está sempre a vir, pelo que estamos sempre em Advento. Trata-se do Advento mais imediato, embora talvez seja também o mais ignorado.
O Tempo do Advento desperta-nos para o contínuo Advento no Tempo. Liturgicamente, o Tempo do Advento tem uma dupla finalidade: preparar-nos para a solenidade do Natal (em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus) e dirigir-nos para a expectativa da última vinda de Cristo (no fim dos tempos). As duas primeiras semanas do Advento estão mais orientadas para a expectativa desta última vinda. E as outras duas estão mais centradas na celebração da primeira vinda. Estamos, então, a assinalar a primeira vinda do Senhor, que nunca deixa de estar próximo. E vamo-nos preparando para a última — e definitiva — vinda do Senhor, da qual já estivemos mais distantes.



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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