A ALEGRIA DO EVANGELHO E O EVANGELHO DA ALEGRIA

Foi esta a alegria que Maria experimentou, apesar das contrariedades por que passou. O Salmo Responsorial faz-se eco do cântico do «Magnificat», em que Maria «exulta de alegria em Deus, Seu [e nosso] Salvador» (Lc 1, 46). Maria está alegre porque, como bem observou São João da Cruz, está apaixonada por Deus e «todos os apaixonados cantam».
Não espanta que Sophia de Mello Breyner tenha considerado o «Magnificat» como «o mais belo poema que existe». Porquê? Porque «anuncia» um mundo novo. Recorde-se que foi este cântico que provocou a conversão de Paul Claudel. Ao entrar em Notre-Dame, quando o «Magnificat» era entoado, o seu coração comoveu-se «como nunca». Foi a partir de então que começou a «acreditar por dentro e com todas as forças»!

Foi para vincar a alegria pela presença de Deus que, em 1975, o Paulo VI escreveu a exortação apostólica «Gaudete in Domino». E, em 2013, o Papa Francisco também nos brindou com uma exortação apostólica sobre a alegria, ligada ao Evangelho. É que só no Evangelho, a mais bela notícia que existe, reencontraremos a alegria para esta vida (tantas vezes) triste.
Daí que o Santo Padre tenha dado à sua exortação o título de «A alegria do Evangelho». No fundo, ele está a convidar-nos a que nos reaproximemos do Evangelho da alegria: «A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus». É por tal motivo que «os cristãos têm o dever de anunciar o Evangelho: não como quem impõe uma nova obrigação, mas sim como quem partilha uma alegria».


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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