SÓ GANHA QUEM SE DISPÕE A PERDER

O que fazemos com o que recebemos? O que estamos dispostos a realizar com o que Deus nas nossas mãos está sempre a colocar? Estamos disponíveis para com os outros crescer? Ou só queremos o que para nós possa render? O que Deus nos dá é para multiplicar, não para enterrar.

Deus não quer que joguemos à defesa, a pensar unicamente na nossa segurança. Deus quer que arrisquemos e que inundemos a vida com torrentes de esperança. Quem arrisca pode perder. Mas quem se arrisca por Deus, ainda que perca, acaba sempre por vencer.

Para Deus, só ganha quem se dispõe a perder. Para Deus, só recebe quem dá, quem se dá. Jesus tanto elogia o que obteve dois como o que alcançou cinco. Só censurou o que se escondeu com o que tinha. Jesus não exige que consigamos muito; o que Ele quer é que demos tudo e que nos demos totalmente.

Os talentos, de que fala o Evangelho, começaram por ser uma unidade de peso, usada sobretudo para medir metais preciosos. Por exemplo, na Babilónia, um talento equivalia a 60 quilos. Com o passar do tempo, o valor baixou, situando-se entre 35 e 26 quilos. Mesmo assim, um talento equivalia a 6000 denários. Se pensarmos que o denário era o salário de um dia de trabalho, então concluiremos que um talento — ou seja, 6000 denários — era o equivalente a uma vida inteira de trabalho.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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