SEREMOS MAIS JULGADOS PELO COMPORTAMENTO DO QUE PELO CONHECIMENTO

Cristo aparece-nos como um rei que tem fome, como um rei que tem sede. Ele é um rei sem casa. É um rei a quem falta roupa. É um rei que adoece. É um rei que está preso (cf. Mt 25, 34-36). Onde é que já se viu um rei assim? Um rei nu ainda é possível encontrar na literatura, como no célebre conto de Hans Christian Andersen. Mas um rei faminto, doente e sem-abrigo, só mesmo no Evangelho. Que, neste caso, mais parecerá um «disangelho», isto é, uma notícia pouco entusiasmante.
Mas é assim que surge o nosso rei. Não está num palácio, está na Cruz. Não dá leis, dá a vida.

Eis, por conseguinte, a pauta para o juízo final. Não seremos julgados pelo que sabemos ou acumulamos. Julgados havemos de ser pelo que fizermos por Jesus presente nos mais pequenos. Nos mais pequenos, está o Cristo faminto e Cristo sedento, o Cristo sem casa e sem roupa. Nos mais pequenos, está o Cristo doente e o Cristo encarcerado. E nós que fazemos?
Na tarde da nossa vida, não seremos julgados pelo conhecimento, mas pelo comportamento, sobretudo pelo amor. Assim sendo, não esqueçamos nunca o oitavo pecado mortal, que não é menos grave que os outros sete. O pecado mortal da indiferença será sempre alvo de severa sentença. Se Cristo é diferente, como continuar a ser indiferente? Não pode haver indiferença perante a Sua presença.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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