SANTÍSSIMA VIRGEM MARIA

Jesus permanece na terra, perpetuado na Eucaristia e nos pobres; porém vive glorioso e viverá eternamente no céu.
E Jesus Cristo glorioso no céu tem também a sua corte de honra: a mesma de sempre, as almas virgens. "Pascitur inter lilia".
Contemplou esse espetáculo grandioso, quando ainda vivia na terra, João Evangelista. Com o seu olhar de virgem viu Jesus Cristo, rei da glória, sentado no seu trono, à direita do Pai, e à volta d'Ele como uma teoria de apoteose, as almas virgens, a sua corte de honra.
Como timbre de nobreza, essas almas têm gravado na sua fronte o nome de Jesus e o do Pai Eterno, que as coroam a modo de um diadema. Entoam um cântico belo e harmonioso, cântico novo que ninguém no céu consegue aprender. Esse hino é forte como o estrondo da catarata que se desprende da montanha, é ao mesmo tempo harmonioso, como a música de centenas de cítaras.
As almas virgens têm o privilégio de acompanhar de perto o cordeiro de Deus, Jesus Cristo Rei, para onde quer que vá, e escalam com Ele os cumes mais altos da bem aventurança aonde não podem subir os outros bem aventurados.
Santo Agostinho, que teve uma juventude tormentosa, vê com santo pesar este exército de virgens e diz: Além, nas regiões da glória, Cristo vai acompanhado por todos os bem aventurados que povoam o céu: os que foram pobres de espírito, os que choraram, os que tiveram misericórdia...
Porém chega um momento em que o Rei da glória começa a escalar cumes elevadíssimos. atrás d'Ele, vai primeiro a sua Santíssima Mãe, a Rainha das almas virgens; e atrás dela os que a imitaram na terra, guardando a virgindade.
Os que não foram virgens no mundo detêm-se ao pé da montanha, não podem seguir o voo daquelas almas privilegiadas e com pesar os vêem escalar cumes, para eles inacessíveis, donde desfrutam panoramas desconhecidos para os outros santos do céu.




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