QUE FAZEMOS COM O QUE DEUS NOS ENTREGA?

Os dois primeiros servos descritos na parábola não perderam tempo. Partiram «logo» (cf. Mt 25,15.17). A missão não pode ser adiada e, como dizia o saudoso (e querido) Bispo do Porto, «os pobres não podem esperar». A missão é urgente porque a vida é breve e o tempo é veloz. Assim sendo, na missão não nos podemos atrasar.

Jesus tem palavras de elogio para quem não se atrasou e para quem arriscou (cf. Mt 25,20.22). E não repreende o terceiro servo por não conseguido. Repreende-o por não ter tentado. Martin Luther King disse à família que não queria ser recordado como o homem que conseguiu, mas como o homem que tentou.

Às vezes, não tão poucas vezes assim, assemelhamo-nos a este terceiro servo. Arranjamos pretextos e multiplicamos desculpas. Não foi em vão que São João Paulo II nos pediu para não termos medo. Ele sabia que o medo nos tolhe e nos aprisiona. Daí que fiquemos paralisados, adormecidos e amortecidos sem perceber que os dons de Deus são despertadores e motivadores. É preciso perceber que, se o medo está em nós, o Deus que vence o medo tem muito mais força dentro de nós.

Já o cardeal Stephan Wyszynski reconhecia que «o pior defeito de um apóstolo é o medo». Se não podemos impedir que o medo apareça, temos de impedir que ele nos assalte e devore.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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