PRESENÇA REAL

Porém Jesus, ainda que subindo glorioso aos céus, perpetuaria a sua presença na terra: perpetua-la-ia na eucaristia e nos pobres; e nesta sua permanência contínua, não quis prescindir da sua corte de honra, quis viver rodeado de almas virgens.
"Pascitur inter lilia".
Vive Jesus perpetuamente na Eucaristia e à volta do seu trono quer ver almas virgens. 
Virgens quer que sejam os sacerdotes que pegam no seu corpo: os lábios que o fazem baixar dos céus e as mãos que o sustentam e apresentam à adoração dos fiéis como o sustentou e apresentou sua Santíssima Mãe.
Virgens quer que sejam os coros de religiosos que velam dia e noite diante do sacrário formando a sua guarda perpétua.
Jesus vive também perpetuado nos doentes, nos velhos desamparados, em todos os pobres.
Disse-o Ele mesmo: Tive fome, tive sede neles. O que fizerdes com eles, comigo o fazeis. E Jesus nos seus pobres quer viver rodeado e cuidado por almas virgens.
São essas religiosas que oferecem a Deus a virgindade e se dedicam a cuidar de Jesus nos pobres, nas crianças, nos velhos, nos doentes e satisfazem assim o instinto de maternidade que Deus deu a todas as mulheres.
Quer Jesus que a sua corte de honra na terra seja formada por almas virgens; e para recrutar a sua guarda predileta, um dia lançou o pregão de recrutamento.
Disputavam os apóstolos com certo egoísmo filosófico, as vantagens e desvantagens do matrimônio; e Jesus, o rei das almas virgens, aproveita a ocasião para promulgar a carta magna da virgindade. Começa com uma advertência necessária. Nem todos são capazes de compreender esta doutrina. Há pessoas, diz Jesus, que são incapazes para o matrimônio, por defeito físico de nascimento. Outras o são por malefício dos homens; e há finalmente quem o seja voluntariamente pelo reino dos céus. Está lançado o pregão, quem possa entender que entenda.
A voz de Jesus transpôs muito depressa as fronteiras da Palestina, transbordou pelos peristilos das academias helênicas e pelos palácios dos magnatas romanos e chegou até aos desertos áridos do Egito e aos vales solitários da Síria; e de toda a parte surgiram legiões de virgens dispostas a seguir o seu chamamento.
A todo este exército glorioso deu Jesus uma rainha, um modelo e uma protetora, a Virgem por excelência, sua Mãe Santíssima; e disse a todos: "Já que haveis de cuidar de mim na eucaristia e nos meus pobres, fazei-o como cuidou de mim minha Mãe Santíssima na terra; aí tendes o modelo, sede virgens como ela." E desde então Maria começou a ser a Rainha das virgens. "Regina virginum".

E desde então, centenas e milhares de jovens se afastarão do carinho do lar paterno e renunciarão às satisfações legítimas de um lar próprio, para seguir o convite de Jesus, é verdade, porém estou em dizer, que mais talvez para imitar e seguir de perto a Maria, a Rainha das Virgens.

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