O NOVO E OS NOVÍSSIMOS

É esta espera que fortalece a esperança. O Novo é fundamental para agir nos Novíssimos. É em Cristo, o sempre Novo, que, na Morte e no Juízo, nos ajudará a vencer o Inferno e a entrar no Paraíso. As «coisas últimas» são, assim, iluminados pelo «Último». É o «Último» (Jesus Cristo) que nos conduz até às «coisas últimas». A Escatologia, enquanto tratado das «coisas últimas», é, antes de mais e acima de tudo, encontro com o «Último». Na Escatologia, é o «éschaton» (Cristo) que ilumina as «éschata» (realidades últimas).

É para as «coisas últimas» que somos chamados e é pelo «Último» que somos conduzidos. Quando dizemos que o Cristianismo é, por natureza, escatológico, queremos vincar que somos convidados para habitar um mundo para lá deste modo e para viver num tempo para lá deste tempo.

Daí que o fim deva ser visto não como destruição, mas como finalidade. É para o fim (como repetia Gandhi) que nós somos chamados. Isto nada tem de assustador. Isto tem tudo de motivador. Quando professamos que Cristo é o Alfa e o Ómega (cf. Ap 1, 8), afirmamos que Ele é o Primeiro e o Último. Assumimos que tudo foi feito por Ele e que tudo caminha para Ele.

Nesta época de vistas curtas e olhares embaciados, é vital que nos deixemos guiar por Cristo. É Ele que abre o que permanece fechado e que rasga o que mantemos entupido. Tudo é, pois, Novo com o Noivo. Vamos faltar às «núpcias» que Ele vem celebrar conosco?



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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