NOS POBRES DE CRISTO ENCONTRAMOS SEMPRE O CRISTO DOS POBRES

Afinal, o que colocamos nas mãos dos pobres de Cristo pertence ao Cristo dos pobres. O que repartimos não é, pois, uma oferta; é uma devolução. Santo Agostinho bem nos alertou: «De quem é o que dás senão d'Ele? Se desses do que era teu, seria liberalidade, mas porque dás do que é d'Ele, é uma restituição». Assim sendo, o que damos aos pobres de Cristo acaba por ser dado ao Cristo dos pobres.
No serviço, não pode haver exclusões, mas tem de haver prioridades. O serviço não pode excluir ninguém, mas tem de priorizar os que mais precisam. Jesus é um rei que, diante dos problemas, não esconde de que lado está. Ele está especialmente ao lado dos que costumam ser rejeitados. Os preteridos do mundo são os preferidos de Cristo. Assim sendo, os preferidosde Cristo terão de ser os preferidos da Igreja de Cristo.

É com este espírito que terminamos o Ano Litúrgico com a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Esta celebração existe para nunca nos esquecermos de que, tal como Ele está no centro do mundo, também tem de estar no centro da nossa vida. Está no centro da nossa vida para transformar todas as nossas vidas.
Curiosamente, esta é uma festa relativamente recente, instituída em 1925, pelo Papa Pio XI através da encíclica «Quas primas». O Santo Padre achou que era tempo de vincar que, apesar de todas as resistências, é Jesus quem verdadeiramente reina sobre toda a humanidade.

Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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