MESTRES DE FELICIDADE, OS SANTOS

Desde logo, salta à vista que a preocupação dos santos não foi a felicidade deles. Os santos começaram por se libertar deles mesmos. Os santos conseguiram libertar-se dessa «teia» torturante que se chama egoísmo. O egoísmo exige tudo e não aceita oferecer nada. É por isso que o egoísta nunca está satisfeito, nunca está saciado. Enfim, é por isso que o egoísta nunca consegue ser feliz.

Nunca como hoje falamos tanto de felicidade. E, paradoxalmente, nunca como hoje teremos ouvido tantas confissões de infelicidade. Mais que uma aspiração, a felicidade tornou-se quase uma obsessão. Tanto a queremos obter que até nos esquecemos de percorrer o caminho para a alcançar.

Só seremos felizes quando procurarmos a felicidade onde ela se encontra. Para Jesus, os geradores de felicidade são a pobreza, a compaixão, o empenhamento na justiça, a mansidão, a misericórdia, a paz e a lisura do coração. Ou seja, tudo ao contrário daquilo a que estamos habituados. Mas porque não experimentar? Que cada um comece, então, por querer ser «pobre de espírito» (Mt 5, 3), por chorar com quem chora (cf. Mt 5, 4), por ter «fome e sede de justiça» (Mt 5, 6). Que cada um queira ser manso, misericordioso, construtor da paz e «limpo de coração» (Mt 5, 7-9).

A felicidade não pode ser desligada nem solteirizada. Não é possível ser feliz sem os outros, sobre os outros ou contra os outros. O Mestre tornou bem claro que «há mais felicidade em dar do que em receber» (At 20, 35). Em suma, é preciso sair de nós para ver a felicidade entrar em nós!



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

You Might Also Like

0 comentários

Mapa De Visitante