«CR7»? «CR. SEMPRE»!

Nos últimos tempos, tem havido muitos «dias CR». Hoje é mais um «dia CR». No fundo, todos os dias são «dias CR». Efetivamente, não há apenas dias de «CR7». Todos os dias são dias de «CR. Sempre». Há dias em que muitos olham para Cristiano Ronaldo, o famoso «CR7». Em cada dia — e não somente neste dia — somos convidados a olhar para Cristo Rei. É Ele o incomparável — e o inconfundível — «CR. Sempre». Antes — e muito acima — de CR7», encontraremos este «CR. Sempre». É verdade que «CR7» alegra muitas vidas. Mas quem verdadeiramente transforma a nossa vida é este «CR. Sempre».
Cristo é um rei que dá vida. Cristo é um rei a quem vale a pena dar a vida. E, na verdade, Cristo é um rei por quem muitos têm dado a vida. Especialmente, hoje, faz sentido recordar tantos mártires cujas últimas palavras ao morrer foram precisamente: «Viva Cristo Rei».

Como é sabido, «Viva Cristo Rei» era um dos gritos mais ouvidos pelos promotores da chamada «Revolução Cristera». Chamavam-lhe «cristera» porque achavam que estavam a lutar em nome do próprio Cristo. Este movimento ocorreu no México nos anos 20 do século passado como reação à perseguição que, naquele país, o Estado desencadeou contra a Igreja Católica.
Quem mais contribuiu para a divulgação daquele grito foi o Padre Miguel Agostinho Pró, já beatificado. Ligado a esta «Revolução Cristera», foi fuzilado a 23 de Novembro de 1927. Com o crucifixo numa mão e o terço na outra, abriu os braços e gritou antes de ser morto: «Viva Cristo Rei»! Este grito percorreu não só o México, impressionando igualmente o mundo inteiro. Dizem os relatos que as centenas de mártires da Guerra Civil da Espanha, entre 1936 e 1939, também morreram a gritar: «Viva Cristo Rei»!


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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