«CR» É TAMBÉM (E SOBRETUDO) CRISTO REI

De facto, não há quem assim nos conforte: nem na vida nem na morte. A realeza humilde de Cristo é o maior conforto que a história tem visto. Gritemos, pois, com os lábios (e sobretudo com a alma): «Viva Cristo Rei»! E tenhamos a certeza de que Cristo vive, de que Cristo reina, de que Cristo impera para sempre.
A Sua vida e o Seu reinado não são de ostentação. A Sua vida e o Seu reinado acontecem no nosso coração. Este é um rei que não lança qualquer imposto. Este é um rei que, para servir, está sempre disposto. Não nos cansemos, pois, de olhar para o quadro comovente (e arrepiantemente belo) que nos é oferecido neste último Domingo do ano litúrgico! Celebramos a realeza de Cristo e, ao mesmo tempo, contemplamos a sublime humildade de Cristo.

Cristo é grande, mas a Sua prioridade não são os (que se julgam) grandes. A grandeza de Cristo está na Sua atenção (e no Seu apurado cuidado) pelos mais pequenos. É com os mais pequenos que Cristo Se identifica: «Tudo o que fizestes ao mais pequeno dos Meus irmãos é a Mim que o fazeis» (Mt 25, 40).
É assim que Jesus engrandece os pequenos e empequenece os grandes. A verdadeira grandeza não está na pretensão nem na ostentação. A maior grandeza é a que nasce do coração. Grande não é quem tem muitos a servi-lo. Verdadeiramente grande é quem se dispõe a servir os outros. É por isso que o trono deste rei é a Cruz. É aí que Ele dá tudo por todos, especialmente pelos mais pobres. É sobretudo com eles que Ele Se identifica.


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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