COLHEREMOS CONFORME SEMEARMOS

A Igreja não quer deixar-nos na ignorância acerca do nosso fim. São Paulo, como ouvimos na Segunda Leitura, torna muito claro o que, à partida, nos parece mais obscuro. O que ele nos garante pode resumir-se nisto: quem com Cristo vive no tempo, em Cristo viverá na eternidade. O Último é como que o desabrochamento do que vivemos até ao penúltimo. Colheremos conforme semearmos.

Tal como ressuscitou Jesus, Deus também levará com Jesus os que tiverem morrido em união com Jesus (cf. 1Tes 4, 14). Por conseguinte, não há que ter medo. Deus é mais forte que a própria morte. Nem a morte mata quem vive em Cristo. Viver tem de ser, portanto, «cristoviver». Se «cristovivermos», «cristosobreviveremos», isto é, viveremos para sempre em Cristo.

Cristo, que está sempre conosco, há-de vir para concluir a história humana. Ele veio (há muito tempo) e há-de vir (no fim dos tempos). A Parusia há-de ser, pois, fonte de esperança e de alegria. A última vinda de Cristo é a consumação da nossa terrena peregrinação. Quem estiver com Cristo encontrará a salvação (cf. 1Tes 4, 14).

Daí a importância da vigilância. A vigilância, vista com virtude escatológica, ajuda-nos a estar preparados para toda e qualquer vinda do Senhor. A preparação é como que uma ação antes da própria ação. Assim, sempre que Cristo vier, encontrar-nos-á atentos, vigilantes, em missão. A missão é a melhor preparação. Levar Cristo aos outros e trazer os outros para Cristo são as melhores formas mais adequadas prepararmos a Sua vinda. Levar Cristo e trazer para Cristo significa torná-Lo presente e vincar a urgência da Sua presença.



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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