SEMPRE EM MISSÃO, NUNCA EM DEMISSÃO

O mundo tem necessidade do Evangelho, do Evangelho inteiro, do Evangelho sem glosas e sem pausa. Como adverte São Paulo, o Evangelho não se anuncia apenas com palavras (cf. 1Tes 1, 5); há-de anunciar-se sobretudo com o testemunho da vida, sob «a ação do Espírito Santo e com profunda convicção» (1Tes 1, 5).

Neste sentido e voltando às fecundas expressões de D. António Couto, diria que é urgente implementar uma «evangelização non-stop», sem pausas, sem recuos e «sem andaimes». O Evangelho tem de estar no começo, no meio e no fim de tudo, sem equívocos nem confusões: o que pertence a César deve ser entregue (ou devolvido) a César; o que pertence a Deus deve ser entregue (ou devolvido) a Deus (cf. Mt 22, 21). E o que é que pertence a Deus? A Deus pertence o ser humano, pertencemos nós. É por isso que, como notava Santo Agostinho, o nosso coração anda inquieto enquanto não repousar em Deus.

A evangelização existe para chegar a todo o homem, para lhe dizer que Deus o ama e para lhe assegurar que só será feliz em Deus. Deus é o maior investidor na felicidade do homem: apostou o melhor que tinha — o próprio Filho (cf. Jo 3, 16) — na felicidade de todos os homens.

Evangelizar é, pois, felicitar, é semear felicidade. Não é o Evangelho que nos afasta de ninguém. O Evangelho é o que mais nos aproximará de todos!



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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