O PROMETIDO É DEVIDO, MAS RARAMENTE É CUMPRIDO

Prometer e não cumprir. Eis o que mais denunciamos e eis, ao mesmo tempo, o que mais fazemos. Quem de nós pode assegurar que cumpre tudo o que promete? É por isso, que quanto a promessas não cumpridas, «quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra» (Jo 8, 9).

É um facto que não são apenas os políticos, que tão apressadamente causticamos, a prometer o que não cumprem e a não cumprir o que prometem. Bismark achava que onde mais se mente tanto é antes das eleições, durante a guerra e depois da caça. Mas a experiência mostra que é praticamente em todos os momentos da vida que faltamos ao prometido. É praticamente em todos os momentos da vida que não fazemos o que dizemos ou fazemos o contrário do que dizemos. Enfim, o prometido até será devido, mas raramente é cumprido.

Será que marido e esposa procuram cumprir as promessas que assumiram no dia do Matrimónio? Será que se esforçam por serem fiéis um ao outro, amando-se e respeitando-se «na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias [e não apenas alguns] da sua vida»? Será que os pais procuram educar os filhos na fé cristã e na observância dos Mandamentos, como prometeram no dia do Baptismo? E será que, na sequência da referida promessa, procuramos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos?

Será que santificamos o Domingo e os dias santos participando na Eucaristia? Será que honramos devidamente o nosso pai e a nossa mãe? Será que não alimentamos falsos testemunhos? Será que procuramos ser castos nas palavras e nas obras, nos pensamentos e nos desejos? Será que respeitamos aquilo que não é nosso?



Frei Francisco bezerra do Nascimento, OFMConv.

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