NINGUÉM É EXCLUÍDO, TODOS SÃO MOBILIZADOS

E será que nós, sacerdotes, procuramos — como prometemos — exercer, «digna e sabiamente, o ministério da Palavra, na pregação do Evangelho e na exposição da fé católica»? Será que nós, sacerdotes, procuramos — como prometemos — «celebrar com fé e piedade os mistérios de Cristo (…) principalmente no sacrifício da Eucaristia e no sacramento da Reconciliação»? Será que, como nos foi mandado na ordenação diaconal, «acreditamos no que lemos, ensinamos o que cremos e vivemos o que ensinamos»?

Ninguém está, portanto, em posição de apontar o dedo a alguém. Faltar à palavra dada e à promessa feita não é um exclusivo de alguns, é uma falha de todos. Nossa também.

É para toda esta situação que somos alertados, neste Domingo, num cenário que nos é bastante familiar. Se há significante que conhecemos bem é a vinha. É na vinha onde muitos trabalham não só agora, mas também agora, sobretudo agora. A vinha na Bíblia é um significante com um poderoso significado. Ela simboliza o Reino de Deus na terra, tipificado no Antigo Testamento pelo povo de Israel e no Novo Testamento pela Igreja, novo Israel.

Para o trabalho desta vinha ninguém é excluído, todos são mobilizados: os que estão fora e os que estão dentro. Há oito dias, falava-se de um proprietário que saiu para convidar trabalhadores para a vinha. Hoje, fala-se de um homem que manda sair os seus próprios filhos para a vinha. Aos de fora faz-se um convite para entrar na vinha, aos de dentro faz-se um apelo para sair para a vinha.



Frei Francisco bezerra do Nascimento, OFMConv.

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