NEM TUDO SE RESOLVE COM PALAVRAS

Os que estão dentro têm de sair, para que os que têm estado fora possam entrar. O ponto de encontro é a «vinha do Senhor», isto é, a Igreja que se encontra ao serviço da humanidade. O trabalho é para todos, o trabalho é para sempre e — pormenor nada despiciendo — o trabalho é para começar hoje.

Note-se, a este propósito, a fórmula que o pai usa: «Filho, vai hoje trabalhar para a vinha» (Mt 21, 28). Este hoje não é apenas um dia com 24 horas. Este hoje aponta para o tempo inteiro da nossa vida. Envolve, portanto, todos os hoje e cada hoje: o hoje deste dia também. É caso para dizer: «Não adies para amanhã a missão que podes — e deves — realizar hoje». É que a missão, além de necessária, é urgente.

Estes dois filhos corporizam duas atitudes distintas diante da urgência da missão. Um recusa a missão com os lábios, mas aceita a missão com a vida (cf. Mt 21, 29). O outro aceita a missão com os lábios, mas recusa a missão com a vida (cf. Mt 21, 30). Ou seja, promete, mas não cumpre.

Isto significa que quem faz a vontade de Deus não é quem fala, é quem faz. Não é mal falar. Mal é falar sem fazer, é fazer o contrário do que se diz. Daí a advertência do Mestre em relação aos que assim procedem: «Fazei o que eles dizem, mas não o que eles fazem» (Mt 23, 3). Logo no Sermão da Montanha, Jesus tornara tudo muito claro: «Nem todo aquele que Me diz “Senhor, Senhor” entrará no Reino dos Céus, mas somente aquele que faz a vontade do Meu Pai que está nos Céus» (Mt 7, 21).



Frei Francisco bezerra do Nascimento, OFMConv.

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