NÃO FALTOU QUEM AGREDISSE JESUS

Todos nós conhecemos — e tememos — o «bullying». O ano letivo, que ainda há pouco começou, já traz muita gente preocupada com ele. Como é sabido, o «bullying» é uma forma deliberada de violência que se repete ao longo do tempo com o objetivo de afirmar o poder do agressor sobre a vítima.

Há, portanto, aqui três ingredientes explosivos: o poder, a conquista do poder contra os outros e a conquista do poder através da violência. Sintetizando ainda mais, dir-se-ia que o «bullying» significa três coisas, três coisas muito negativas: dominar, humilhar e agredir.

Acresce que a violência pode não ser física ou pode não ser apenas física. A violência pode igualmente envolver ameaças, humilhações, ofensas e calúnias. E todos nós sabemos que a dor que mais dói não é a dor física. A dor da alma não dói menos nem mói menos.

Entretanto e se pensarmos bem, verificaremos que o «bullying» não é de agora. Afinal, o Filho de Deus também esteve submetido a um permanente assédio do «bullying». Ainda criança e já recebia ameaças, tendo de fugir para o Egito (cf. Mt, 2, 1-12). E que foi a Sua vida pública senão uma contínua exposição a toda a sorte de «bullying»? Nunca Lhe faltaram adversários e inimigos. Não faltou sequer quem O atacasse fisicamente (cf. Jo 18, 22), agredisse verbalmente e desgastasse moralmente (cf. Mt 11, 19).



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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