CRISTO É PÃO PARA TODOS


As pessoas, quando nos vêem, olham para aquilo que vestimos. Que traje devemos trazer, então, para este banquete que é a Eucaristia? Só pode ser o traje de uma vida nova, de uma vida transformada. Não se pode ir para um banquete com o traje habitual. Isto é, não se pode ir para o sacramento da vida nova com a vida que se tem. É preciso mudar de vida. É por isso que a Eucaristia começa com a confissão. É por isso que nos devemos confessar com frequência. A graça de Deus é a vida nova, a vida renovada.

Deus não falta nem nos falta. Aliás, foi o que reconhecemos no Salmo Responsorial: «O Senhor é meu pastor, nada me falta» (Sal 22, 1). N’Ele encontramos o que precisamos e o que desejamos. Sem Ele, nada; com Ele, tudo. São Paulo o atesta com grande ênfase: «Tudo posso em Cristo que me dá força» (Fil 4, 13).

Em Cristo, estamos à espera do melhor e sentimo-nos preparados para enfrentar o pior. Em Cristo, sabemos viver na abundância e saberemos viver na pobreza (cf. Fil 4, 12). Em Cristo, conseguimos viver modestamente na prosperidade e não deixaremos de viver dignamente na penúria. É que, em Cristo, somos capazes de relativizar os bens em função do bem que é contribuir para o bem dos outros.

Em Cristo, nunca descansaremos enquanto alguém passar fome. Cristo é pão para todos. Sejamos nós os distribuidores de pão junto de todos. Se todos tiverem fome de Deus, ninguém terá fome de pão!



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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