A REJEIÇÃO QUE DÓI — E QUE MÓI — É A DOS QUE ESTÃO PERTO

O texto do Evangelho que acabamos de ouvir é uma parábola que sinaliza o constante «bullying» a que Jesus esteve sujeito. Ele é o Filho que o proprietário envia à vinha depois de previamente ter mandado criados. Estes criados são os profetas que Deus enviou e que foram sucessivamente rejeitados. O mesmo iria acontecer ao próprio Filho, que também foi eliminado (cf. Mt 21, 38).

Toda a vida de Jesus foi um cruzamento entre aceitação e rejeição. O mais curioso — e mais doloroso — é verificar que a rejeição não veio de fora, mas de dentro.

Os agricultores que matam o filho são a figura dos fariseus, dos sumos sacerdotes e dos anciãos do povo. Ou seja, são a figura daqueles que sempre hostilizaram Jesus: os do Seu tempo, os do Seu povo. Como diz o quarto Evangelho, Jesus «veio para o que era Seu e os Seus não O receberam» (Jo 1, 11).

De facto, a rejeição que magoa não é tanto a que vem dos que estão longe; é especialmente a que vem dos que estão perto. E rejeitar é também um modo de eliminar. Na verdade, não se morre só quando a morte chega. A morte também vai chegando com a rejeição.



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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