SÓ ATRAI PARA CRISTO QUEM PROCURA VIVER COMO CRISTO

Os primeiros cristãos não ambicionavam obter lucro para cada um, mas satisfazer as necessidades de todos. Importante não era que alguns acumulassem muito, mas que todos dispusessem do essencial. Num tempo em que muitos chamam seu ao que é comum, seria bom que cada um se dispusesse a considerar comum o que é seu.

Temos de perceber que o que nos pertence não nos pertence só a nós; pertence também aos outros. Se o conseguimos com o nosso trabalho, saibamos reparti-lo com o nosso amor. Afinal, Jesus sentenciou que «há mais felicidade em dar do que em receber» (Act 20, 35). A felicidade está mais na dádiva do que na posse. Somos felizes quando multiplicamos o que nos foi dado, dividindo-o pelos outros.

Deus começa a vir desde muito cedo ao nosso encontro. Os vários momentos do dia simbolizam as várias etapas da vida. Em cada instante, Deus vem convidar-nos para a Sua vinha (cf. Mt 20, 7). Deus nunca começa a desistir e nunca desiste de começar. O doador é também o dom. É Deus que Se dá. E dá-Se por igual porque Deus não pode dar-Se menos que todo. Deus não Se parte quando Se reparte. Deus não encolhe quando escolhe dar-Se.
Só pela bondade viveremos de uma «maneira digna do Evangelho de Cristo», como nos pede S. Paulo na Segunda Leitura (cf. Fil 1, 27). E um cristão deve saber que, para ele, «viver é Cristo» (Fil 1, 21). Não sejamos rancorosos por Deus ser bom. Sejamos bons porque Deus é bom. Nunca esqueçamos isto: só atrai para Cristo quem procura viver como Cristo. Vivamos sempre como Cristo!



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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