SER DISCÍPULO É IR ATRÁS (NÃO À FRENTE) DO MESTRE

Creio que foi Lutero quem avisou que onde deus constrói uma «igreja», o diabo constrói uma «capela». a função do diabo é a que decorre da etimologia do seu nome: separar. a sua pretensão é, em tudo, separar-nos de deus. é importante, pois, que estejamos precavidos.

é evidente que, como adverte s. Paulo, «nada nos separará do amor de deus» (rom 8, 38). mas só em jesus cristo estaremos unidos a deus. sem ele, como ele avisou, nada podemos fazer (cf. jo 15, 5). sem ele, não valemos nada. sem ele, não somos nada.

Pedro, que andava perto de jesus, ainda não estava próximo de jesus. não espanta, por isso, que, com linguagem dura (como, muitas vezes, é a linguagem da verdade), jesus ponha Pedro no seu lugar, ou seja, no lugar de discípulo. dizer «sai da minha frente» equivale a dizer «põe-te atrás de mim». só assim é que o discípulo segue o mestre, pois se o discípulo for à frente do mestre, como é que poderá olhar para o mestre? não é o discípulo que tem de mostrar o caminho ao mestre; o mestre é que tem de mostrar o caminho ao discípulo.

caso contrário, o discípulo tropeça e pode levar outros a tropeçar. o objetivo do discípulo é seguir em frente com o mestre e não pôr-se à frente do mestre. se se colocar à frente do mestre, bloqueia o caminho. só o mestre sabe a direção do caminho. só o mestre é o caminho (cf. jo 14, 6). o caminho do discípulo há-de ser sempre o caminho do mestre.



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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