SE SOMOS VIZINHOS, PORQUE É QUE NÃO HAVEMOS DE SER IRMÃOS?

Apesar da sua continuidade territorial, a Península Ibérica nunca formou uma unidade nacional. Essa foi a ambição de Castela. Mas a sua pretensão hegemónica deparou sempre com resistências. Na frente ocidental, ergueu-se há séculos um «obstáculo» chamado Portugal.

Desde o século XVII, a «questão portuguesa» ficou fechada. Mas há «feridas» que continuam abertas. 
As Vascongadas nunca se conformaram e, agora, é a Catalunha que se levanta. Não sei como é que tudo isto vai terminar. Mas não é fácil antever momentos difíceis, de apurada complexidade.

No tempo da globalização, pode parecer estranha esta pulsão nacionalista. 
Mas a experiência mostra que a consciência global coexiste com o fervor nacional. Daí até a expressão «glocal» para caracterizar a cultura do nosso tempo. Nenhum país nasceu de forma totalmente pacífica. Espero que o bom senso prevaleça. E desejo que quem está perto no espaço não se torne distante no afeto. Se somos vizinhos, porque é que não havemos de ser irmãos?


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

You Might Also Like

0 comentários

Mapa De Visitante