SE NÃO PUDERMOS DIZER BEM, NÃO DIGAMOS NADA


É sumamente perturbador o clima de intriga que prospera no mundo e que nem a Igreja deixa de fora. Sim, a Igreja que Paulo VI queria «perita em humanidade», também se deixa arrastar por fortes vendavais de desumanidade.

Quando não pudermos dizer bem de alguém, o melhor é não dizer nada. Só que, por absurdo que pareça, as pessoas parecem consumir mais a má notícia do que a boa notícia. A boa notícia não vende, só a má notícia rende.

São muitos os que dizem ser frontais, mas o que são é maledicentes. Passam a vida — e gastam o tempo — a exibir hipotéticos feitos seus e supostos defeitos dos outros. Para nosso pesar, há quem só se sinta bem a dizer mal. Será assim que conseguiremos vencer o mal e combater a maldade?

Façamos, então, uma limpeza dos nossos lábios, dos nossos ouvidos, das nossas leituras, das nossas conversas, das nossas redes sociais. Procuremos estar mais com os outros em vez de falar mal dos outros. Troquemos a maledicência pela beneficência. Fazer bem sempre, falar mal nunca. Não enterremos as pessoas no mal. Falemos do mal com as pessoas, mas nunca falemos mal das pessoas.



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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