QUEM SE ABORRECE, ABORRECE

Devemos dar. E devemos, acima de tudo, dar-mo-nos. Mas há coisas que é melhor ficarem em nós: os nossos aborrecimentos, por exemplo. Para Georges Simenon, «é necessário que nunca nos aborreçamos; caso contrário, aborrecemos os outros». De facto, diz a experiência que quem se aborrece, aborrece. Mas como é praticamente impossível que nunca nos aborreçamos, o mais recomendável é que guardemos os nossos aborrecimentos. Não tenhamos ilusões. Não conseguimos gerar simpatias (nem comiserações) com os nossos aborrecimentos. Regra geral, quem partilha aborrecimentos acaba por aborrecer. Não mostremos o que não somos. Mas evitemos partilhar tudo o que sentimos. Deixemos na intimidade o que é íntimo!



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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