LONGE DE JESUS, NUNCA ESTAREMOS PERTO DE DEUS

Afinal, que sabemos sobre Deus? Até saberemos muito do que o homem diz sobre Deus. Mas entre o que homem diz sobre Deus e o próprio vai uma grande distância. É importante não esquecer que, como alerta São João, só o Filho de Deus permite chegar ao conhecimento de Deus (cf. Jo 1, 18). Pelo que longe de Jesus, não estaremos nunca perto de Deus.

Longe de Jesus, colocamo-nos a nós como medida e erigimo-nos a nós como critério. Longe de Jesus, até poderemos pensar (ainda que não o digamos) que Deus nem sempre é justo. É que, embora nos queixemos da nossa justiça (apelidando-a de injusta), é com ela que olhamos para tudo e para todos. Até para Deus.

Neste pedaço do Evangelho, tendemos a achar que, no Reino de Deus, não há muita justiça. Preceituando a nossa justiça «salário igual para trabalho igual», espanta-nos como é que Deus parece defender um salário igual para trabalho desigual. Como é possível que os últimos sejam os primeiros e que os primeiros sejam os últimos (cf. Mt 20, 16)? Como explicar que aqueles que trabalharam menos recebam tanto como aqueles que trabalharam mais e que, ainda por cima, sejam os primeiros a ser pagos?

Foi um denário que o dono da vinha ajustou com os trabalhadores da primeira hora. Como entender que os trabalhadores da última hora tenham também recebido essa quantia? Começar a trabalhar às cinco da tarde não é o mesmo que começar «muito cedo». Custa mais trabalhar mais. A mais trabalho não deveria corresponder mais dinheiro?



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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