É PRECISO IR PARA QUE MUITOS POSSAM VIR

Curiosamente, a palavra «dinheiro» vem da palavra «denário» («denarius» em latim). O denário era uma moeda romana de prata que circulava no tempo de Jesus. Era, habitualmente, o salário de um dia de trabalho e o valor a pagar de oito quilos de pão.

É interessante notar que não foram os trabalhadores que se ofereceram para trabalhar. O dono da vinha é que veio chamar os trabalhadores. A iniciativa é dele, do dono da vinha. Deus é como o dono desta vinha que vem chamar trabalhadores. E vem por várias vezes. Não vem duas, vem três, não vem quatro vezes. Deus é como o dono desta vinha que vem por cinco vezes: manhã cedo, às nove horas, ao meio-dia, às três da tarde e pelas cinco horas. Deus é assim: insistente, perseverante.

Na Igreja, não podemos ficar à espera de que as pessoas venham. Não podemos ficar à espera de que os pais venham oferecer os filhos para a vida sacerdotal ou para a vida religiosa. Não foi por acaso — nada é por acaso — que Jesus Se despediu de nós com o «ide por todo o mundo» (Mc 16, 15). O «ide» é o verbo da missão.

É preciso ir para que muitos possam vir. É preciso sair para que todos possam entrar. É preciso sair e não apenas uma vez. É preciso sair sempre. Uma Igreja que se aquieta não inquieta nem desperta. É urgente, pois, acordar do torpor em que, muitas vezes, nos deixamos arrastar. Nós não somos chamados a acomodar-nos ao mundo, mas a incomodar o mundo. Só ajudamos o mundo, incomodando quem está no mundo; não acomodando-nos a quem vive no mundo.



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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