DEUS NÃO QUER A OFENSA, MAS TAMBÉM NÃO APROVA A VINGANÇA

Neste mundo, não faltam «profissionais da ofensa». Também abundam «profissionais da vingança». O que escasseia são os «profissionais do perdão».

Há, de facto, quem não perdoe o mal e há até quem não perdoe o bem. Há mesmo quem perdoe menos o bem que se faz do que o mal que se pratica. Tão contaminados estamos pelo mistério da maldade que até o bem nos causa perplexidade.

Deus não suporta o mal. Mas também não aprova a vingança, que, no fundo, só contribui para alastrar o mal. Algum mal é extinto pela vingança? Custa, sem dúvida, sofrer o mal. Mas fazer mal a quem nos faz mal apaga o mal que nos é feito? Como alerta a Primeira Leitura, Deus não aprova a vingança (cf. Eclo 28, 1). Para Ele, «o rancor e a ira são coisas detestáveis» (Eclo 27, 30).

Acresce que, como refere a Escritura, «o mau prejudica-se a si mesmo» (Eclo 27, 24). Nem sequer é necessário, pois, afundar no mal quem já está no mal. O todos deveríamos fazer era ajudar quem está no mal a sair do mal. É por isso que já a sabedoria do Antigo Testamento nos exorta a perdoar ao próximo pelo mal que nos fez (cf. Eclo 28, 2).



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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