Aproximarmo-nos da Cruz e subi-la

Dou muitas graças a Deus porque, na Obra, aprendemos do nosso Padre este espírito. É preciso meter o nosso caráter no bolso, dizia, e, por amor de Jesus Cristo, sorrir e tornar a vida agradável aos que temos perto de nós[6]. E aos esposos – conselho que se pode aplicar a outras relações interpessoais – dizia-lhes: como somos criaturas humanas, alguma vez podemos discutir, mas pouco. E depois, os dois hão de reconhecer que têm culpa e dizer um ao outro: desculpa, e dar-se um belo abraço… E para a frente! Mas que se note que não voltais a ter discussões durante muito tempo[7].

Volto ao princípio destas linhas. Temos de ser homens e mulheres de fé. Muitos se mostram às vezes carentes de princípios e necessitados portanto de amar a Cruz, situação que não nos deve desanimar mesmo que trabalhemos num canto escondido, mesmo que mal saiamos do nosso sítio, lembremo-nos que o nosso esforço por exaltar Cristo nos nossos sentidos e potências, na nossa alma e no nosso corpo, tem uma projeção inimaginável: porque é Ele Quem vivificará o nosso mundo, servindo-se destes pobres instrumentos que somos cada um de nós. Não nos alheemos, minhas filhas e filhos, desta tarefa. Chegou a hora, como o nosso Padre dizia, de nos aproximarmos da Cruz em cada dia e de pedir com força aquilo que S. Josemaria suplicava ao Senhor com frequência, ao beijar o crucifixo:Senhor, desce da Cruz, está na hora de eu subir.

Esperemos que venha muitas vezes à nossa mente: Que faria Jesus, agora? Como Se entregaria? Estou certo de que a nossa pequena cruz, a tua e a minha, levada com determinação, com alegria, contentes com esse achado, se torna remédio para as feridas do mundo atual. Não há aqui nada de pessimismo. Com Cristo temos sede de dar o sabor de Deus aos que se encontram longe d’Ele. E assim contribuímos para melhorar a sociedade e para a recuperação da instituição familiar, que com tanta confiança pedimos à Virgem Santíssima, especialmente no dia 8, em que celebramos o seu nascimento.

[6]. S. Josemaria, Notas de uma reunião familiar, 4-VI-1974.[7]. S. Josemaria, Notas de uma reunião familiar, 4-VI-1974.

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