AO BATER DO SÉTIMO DIA!

Dois dias depois de ter estado no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, Dois dias antes de estar no Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, Tu, Mãe, vieste buscar o Teu filho António Francisco. Ouvimos o que ele de Ti disse na Cova da Iria. Preparávamos-nos para ouvir o que sobre Ti ele iria dizer, aqui, em Lamego. Mas foi nesse dia que o seu corpo desceu à terra, Quando a sua vida já tinha entrado no Céu. À Tua beira, ele ficará a eternidade inteira. Porque é que não nos alegramos com esta passagem? Porque é que choramos com esta viagem? Entrar na eternidade devia encher-nos de felicidade. Perdoa, Mãe, a nossa fragilidade. Mas somos humanos e gostamos de sentir a presença dos que amamos.

António Francisco era uma pessoa que amava a todos e por todos era amado. O seu coração não se cansou de amar. O seu coração «explodiu» com tanto amor. Já não cabia na terra o seu amor. Por isso, vieste buscá-lo com tanto ardor. Sentimos a sua falta. Mas sentiremos, ainda mais, a sua presença. Não foi longa a sua vida, Mas é eterno o seu legado. Não deixemos que ele passe ao nosso lado.

Nestas horas, difícil é evitar lugares comuns, ainda que estejamos perante um homem notavelmente incomum. Mas D. António era mesmo um homem bom, que gostava de estar com as pessoas, levando-lhes a contagiante bondade de Deus.

Aonde chegava, parecia que sempre lá tinha estado, tal era a empatia que gerava. A sua morte foi um belo retrato da sua bela vida. Nem a morte afastou aquele que, em vida, de todos se aproximou. Não se apagou em nós quem sempre se apegou a nós. Amando a todos durante a vida, foi por todos amado até à morte. Nas mãos de Deus se entregou desde o início da sua missão.  Nas mãos de Deus se entregou até ao fim da sua vida.

Obrigado, Mãe, por nos teres dado uma pessoa assim. Ajuda-nos a, como ele, sermos sinais do Teu amor sem fim. O senhor D. António deixou muito de si.  O senhor D. António leva seguramente muito de nós. Nunca estará longe porque sempre soube ser próximo. Não lhe dizemos adeus porque o sentimos cada vez mais perto. Em Deus!



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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