REAPRENDAMOS A (INDISPENSÁVEL) ARTE DE PARAR

Importa perceber que escutar é fundamental para agir. É depois deste encontro que Elias se torna o instrumento pelo qual Deus relança uma aliança ameaçada pela infidelidade do povo. Por conseguinte, valorizemos as «brisas ligeiras» que podemos desfrutar nesta altura. Reaprendamos a (indispensável) arte de parar. Estamos num tempo em que nem nas férias paramos. A época das férias parece tão agitada como a época do trabalho. De resto, nesta altura, além da agitação dos dias, cresce (ainda mais) a agitação das noites.

Deus é a melhor brisa e o mais precioso tónico. Não é em vão que a Bíblia nos apresenta o Espírito de Deus como «ruah», isto é, como vento, como brisa.

Apesar do nosso individualismo, parece que não temos vida interior. Urge reaprender, por isso, a educação para a interioridade. O Espírito Santo é o grande mestre da vida interior. A interioridade não nos enquista em nós. É a partir do interior que faremos a grande viagem para o interior dos outros. Sem vida interior, não somos inteiros, não estamos completos. É urgente, pois, descer mais fundo para chegar mais longe.

Jesus não Se privou desta interioridade. Ele tanto surge rodeado pela multidão como nos aparece, sozinho, em contemplação. Desta vez, vemos Jesus a despedir a multidão para ficar em meditação. Ele, que tinha saciado a fome natural, vai nutrir-Se com o alimento espiritual. Como Elias, também Jesus sobe para o monte em particular para rezar (cf. Mt 14, 23). É fundamental rezar em público, mas não é menos necessário rezar em privado. Nunca esqueçamos que Jesus é, antes de mais, um orante. O Evangelho anota que, ao cair da noite, Jesus continuava sozinho em oração (cf. Mt 14, 23).



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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