PRESSA EM SERVIR

«Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia.» Lc 1, 39

«Maria dirigiu-se à pressa.»

Maria podia ter ficado a “contemplar-se”, a “encher-se de gozo”, por saber agora ter sido a escolhida para ser a Mãe do Filho de Deus, a Mãe do Salvador!

Eu não tenho dúvidas que essa seria a minha atitude, ou seja, “deliciar-me” com a “escolha” feita por Deus da minha pessoa.

Sentir-me-ia importante, chamaria ou far-me-ia encontrado com outros para lhes contar do que me tinha acontecido, recordaria passo por passo a visitação e as palavras proferidas pelo Anjo, apenas para meu deleite!

Não conseguiria conter o orgulho de me sentir mais do que os outros, ou seja, ser servido em vez de servir.

Por isso é que nunca poderia ser escolhido!

Mas Maria não!

«Por aqueles dias», ou seja, logo a seguir a ter conhecimento do Mistério de graça a que o Senhor a tinha chamado, parte «à pressa», para servir a sua prima que precisa de ajuda.

Não devia ser esta a nossa atitude quando nos deixamos encontrar por Deus, quando O sentimos nas nossas vidas, porque Ele se nos dá a conhecer?

Não foi isso mesmo que o Pai fez em Jesus Cristo, que Se fez Homem por e entre nós: servir-nos a Palavra, servir-nos o Amor, servir-nos a Verdade, servir-nos o Caminho, servir-nos a Vida, dar-Se inteira e totalmente em serviço divino ao homem.

Pois é, quando o encontro de Deus com cada um de nós acontece, (por Sua graça, por Seu amor), a urgência das nossas vidas deve ser servir!

Servir a Deus, servir a Palavra, servir em Igreja.

Não podemos já adiar a missão que nos foi dada, (a nossa missão), que é uma missão de serviço em qualquer estado/vocação a que somos chamados.

Não podemos já pensar que amanhã é que começamos, não podemos já pensar que para o ano que vem é que damos inicio à missão, não podemos já pensar que ainda temos tempo e que a missão pode esperar.

Não, o tempo é agora e devemos nós também «dirigirmo-nos à pressa para a montanha», que é a missão a que somos chamados como filhos de Deus, discípulos de Cristo.

O tempo é agora, porque desde logo é tempo de oração, tempo de testemunho, tempo de entrega, tempo de servir, porque o tempo d’Ele é o tempo de estar connosco, sempre!

Não percamos tempo, e «dirijamo-nos à pressa para a montanha», que é caminho de e para Deus.

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