PORQUE É QUE SÓ REPARAMOS NO VISTOSO E NO RUIDOSO?

Quem com Deus se quiser encontrar, muito atento deve estar. Deus vem ao nosso encontro de muitas formas. Umas vezes, manifesta-Se da maneira bem notória. Outras vezes, entra de um modo muito discreto na nossa história. Sucede que, habitualmente, nós só reparamos no vistoso e no ruidoso. Esquecemos que Deus também Se revela na obscuridade e também fala no silêncio.

Acompanhamos Elias na sua subida ao «monte de Deus» (1Rs 19, 9). O profeta estava desalentado com o comportamento do povo. O seu refúgio foi o monte, lugar de revelação por excelência.

Passou a noite numa gruta. Foi aí que ouviu a interpelação de Deus: «Que fazes aqui, Elias?» O profeta, na resposta, verte todo o seu desapontamento, todo o seu desânimo. Ele estava triste porque os membros do povo eleito tinham abandonado a Aliança, derrubado os altares e assassinado os profetas (cf. 1Rs 19, 10). Quem não ficaria abalado com um cenário destes? Aliás, o próprio Elias também estava sob ameaça de morte.

O Senhor ordena-lhe que saia da gruta e que fique à Sua espera (cf. 1Rs 19, 11). É preciso sair para o Senhor ouvir. É imperioso sair de nós para acolher a divina voz. Pelo desenvolvimento do texto, notamos que Elias não saiu logo. Mas pôs-se à espera e à escuta.



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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