O SORRISO COMO PROVA DE ESPÍRITO DE PENITÊNCIA

Esmeremo-nos, pois, no cumprimento de todos os nossos deveres, até daqueles que parecem menos importantes; aumentemos a nossa paciência nas contrariedades de cada instante, cuidemos dos pequenos pormenores. Temos de tornar mais vigoroso o nosso esforço por melhorar; para isso, correspondamos a Deus nas pequenas lutas em que Ele nos espera. Por que havemos de ficar ressentidos pelos atritos com carateres diferentes e opostos, tão próprios da convivência quotidiana? Lutemos! Vençamo-nos a nós mesmos! É aqui que Deus nos espera [11].
Receber com um sorriso quem vem ter connosco com ar sombrio, ou responde com palavras desabridas ao nosso interesse por eles, revela modos excelentes de viver o espírito de sacrifício. Muitas vezes, aconselhava o nosso Padre, um sorriso é a melhor prova de espírito de penitência. Já no Caminho , entre os exemplos de mortificação que sugeria nos anos de 1930, indicava: Essa palavra acertada, a «piada» que não saiu da tua boca; o sorriso amável para quem te incomoda; aquele silêncio ante a acusação injusta; a tua conversa afável com os maçadores e com os inoportunos, não dar importância cada dia a um pormenor ou outro, aborrecido e impertinente, de pessoas que convivem contigo... Isto, com perseverança, é que é sólida mortificação interior [12].
A Jornada Mundial da Juventude, que agora terminou em Cracóvia, constitui outro motivo para dar graças a Deus, ao Santo Padre Francisco e a tantas pessoas que se dedicaram generosamente à sua organização. Rezemos para que os frutos apostólicos desses dias sejam muito abundantes e permanentes, recorrendo também à intercessão de S. João Paulo II, que concretamente em Cracóvia desempenhou uma parte importante do seu serviço à Igreja e ao mundo, e em Czestokowa presidiu uma Jornada da Juventude, na qual também participou o queridíssimo D. Álvaro.
Como todos os anos, na solenidade da Assunção, viveremos muito unidos ao nosso Padre ao renovar, nos Centros da Obra, a consagração do Opus Dei ao Coração dulcíssimo de Maria. Meditai as palavras que escreveu S. Josemaria e metei na vossa oração –como já fazeis– as minhas intenções pela Igreja, pelo Papa, pela Obra, pelos nossos irmãos e irmãs doentes ou com dificuldades de qualquer tipo, para que saibam sobrenaturalizá-las e uni-las à Cruz do Senhor, apoiados todos e todas na intercessão segura da Mãe de Deus e nossa Mãe.
[11]. S. Josemaria, Notas de uma meditação, 24- VI-1937, em Crescer para dentro , p. 135 (AGP, biblioteca P12).
[12]. S. Josemaria, Caminho, n.173.

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