NEM SEMPRE A MAIORIA ESTÁ NA VERDADE, NEM SEMPRE A VERDADE ESTÁ NA MAIORIA

Como verificamos neste pedaço do Evangelho, o que se dizia sobre Jesus não correspondia ao que Jesus efetivamente era. Jesus sonda os Seus discípulos precisamente acerca do que sobre Ele se dizia. As perguntas indiciam uma vontade de procura e as respostas apontam possíveis vias de encontro.

Mas à legítima curiosidade da pergunta parece suceder uma repetida insatisfação nas respostas. Era como se a resposta terminasse não com um ponto final, mas com um novo ponto de interrogação. A sondagem de Jesus não era para que eles O clarificassem, mas era seguramente para que Ele os esclarecesse. Jesus pretendia que, mais tarde, os Seus discípulos anunciassem a verdade sobre Ele e não vagas impressões acerca d’Ele.

Já no tempo de Jesus, a maioria não estava na verdade e a verdade não estava com a maioria. A opinião maioritária achava que Jesus era mais um profeta. Para uns, seria João Baptista; para outros, Elias; para outros, Jeremias ou algum dos profetas (cf Mt 16, 14). No entanto, não basta saber o que os outros dizem. É preciso testemunhar o que nós mesmos acreditamos.

É então que Pedro avança: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo»(Mt 16, 16). Só que, como ressalva Jesus, o que sai da boca de Pedro não vem de Pedro. Pedro ainda não estava em condições de saber tudo sobre Jesus. Pedro foi, por isso, o eco da voz, o eco humano da divina voz.




Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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