NÃO TENHAMOS HORROR À SOLIDÃO

Na vida, não podemos estar sempre sós nem sempre acompanhados. Ou seja, nem sempre em solidão, nem sempre em multidão. Aliás, se repararmos, não estamos necessariamente sós quando estamos sozinhos. A nossa solidão é mais habitada quando a presença de Deus é mais acolhida.

Não tenhamos horror à solidão. Às vezes, é decisivo estar só para nunca estarmos verdadeiramente sós. É na solidão que encontramos a melhor forma de superar a solidão. Escutemos Deus nas palavras que ouvimos, mas não deixemos de O acolher no silêncio que devemos fazer.

É curioso notar que, no episódio que nos é descrito, está melhor Jesus sozinho do que os discípulos acompanhados. No fundo, quem está mais só são eles, os discípulos. Enquanto Jesus está em diálogo íntimo com o Pai, os discípulos estão sozinhos, em viagem sobre as águas.

Trata-se, porém, de uma viagem que não é fácil nem serena. Pelo contrário, trata-se de uma viagem bem tumultuosa. É de noite; o barco é açoitado pelas ondas e enfrenta ventos contrários (cf. Mt 14, 24). Eis o que, tantas vezes, nos acontece. A nossa vida parece uma viagem repleta de ventos contrários. A nossa perícia falha. As nossas competências não bastam. Apenas Jesus é a solução.



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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