MISSAS DE NOSSA SENHORA: MARIA, MÃE DA IGREJA (I)

25. Bem-aventurada Virgem Maria, imagem e Mãe da Igreja (I)
(Para o Tempo Comum)

Introdução
Na conclusão da III Sessão do Concílio Vaticano II, no dia 21 de novembro de 1964, o Beato Papa Paulo VI proclamou solenemente a Virgem Maria como “Mãe da Igreja”. Como fruto desta proclamação, no Ano Mariano de 1974, que antecedeu o Jubileu de 1975, foi composta a Missa votiva de “Maria, Mãe da Igreja”, inserida a seguir no Missal Romano (pp. 952-953), e aqui reproposta, com uma nova tradução.
Esta celebração apresenta os fundamentos bíblicos para tal título, recordando os principais momentos da história da salvação nos quais Maria manifesta seu encargo materno para com a Igreja:
a) Encarnação: ao dar à luz Jesus Cristo, Cabeça da Igreja, Maria “acalentou a Igreja que nascia” (Prefácio);
b) Paixão: o “Filho Unigênito pregado na cruz nos deu a sua Mãe, a Virgem Maria, como nossa Mãe” (Coleta);
c) Pentecostes: unida aos Apóstolos em oração na expectativa da vinda do Espírito, Maria “tornou-se modelo da Igreja orante” (Prefácio);
d) Assunção: por fim, a partir de sua Assunção ao céu, “acompanha até hoje com amor de Mãe a Igreja que caminha na terra” (Prefácio).

Antífona de entrada (At 1,14)
Os discípulos perseveravam unidos na oração,
com Maria, Mãe de Jesus.

Oração do dia
Ó Deus, Pai de misericórdia, vosso Filho Unigênito pregado na cruz nos deu a sua Mãe, a Virgem Maria, como nossa Mãe. Concedei, vos pedimos, que por sua cooperação de amor a vossa Igreja seja cada dia mais fecunda, exulte pela santidade de seus filhos e atraia ao seu sei as famílias de todos os povos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Oração sobre as oferendas
Recebei, Senhor, as nossas oferendas e transformai-as em sacramento de salvação; por sua força sejamos inflamados no amor da Virgem Maria, Mãe da Igreja, e alcancemos associar-nos mais estreitamente a ela na obra da redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

Prefácio
Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, e na celebração da Santa Virgem Maria, engrandecer-vos com os devidos louvores.
Acolhendo a vossa Palavra no coração sem mancha, mereceu concebê-lo no seio virginal e, ao dar à luz o Fundador, acalentou a Igreja que nascia. Recebendo aos pés da cruz o testamento da caridade divina, assumiu todos os seres humanos como filhos e filhas, renascidos para a vida eterna, pela morte de Cristo. Ao esperar com os Apóstolos o Espírito Santo, unindo suas súplicas às preces dos discípulos, tornou-se modelo da Igreja orante. Arrebatada à glória dos céus, acompanha até hoje com amor de Mãe a Igreja que caminha na terra, guiando-lhe os passos para a pátria, até que venha o dia glorioso do Senhor.
Por isso, com os anjos e os santos, proclamamos a vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:

Antífona de Comunhão (Jo 19,26-27)
Pendente da cruz,
disse Jesus ao discípulo amado:
Eis tua Mãe.

Ou:
Bendita sejais, Maria, Mãe e Virgem, cheia de graça,
Que resplandeceis na Igreja como exemplo de fé, esperança e caridade.

Oração após a Comunhão
Tendo recebido o penhor da redenção e da vida, nós vos pedimos, Senhor, que a vossa Igreja, pela materna intercessão da Virgem Maria, instrua todas as nações pelo anúncio do Evangelho e encha a terra toda com a efusão do Espírito Santo. Por Cristo, nosso Senhor.

Leitura: Gn 3,9-15.20 (“Ela é a mãe de todos os viventes”)
Salmo: Jt 13,18bcde.19 (R: 15,9b)
Evangelho: Jo 19,25-27 (“Este é o teu filho... Esta é a tua Mãe”)


Fonte:
Lecionário para Missas de Nossa Senhora. Edições CNBB: Brasília, 2016, pp. 106-108.
Missas de Nossa Senhora. Edições CNBB: Brasília, 2016, pp. 139-142.

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