Bioética

Venda de órgãos, manipulação genética, clonagem: será que não é preciso pôr limites à pesquisa médica e científica?

A ideia de pôr limites à pesquisa científica soa como uma blasfêmia aos ouvidos do homem moderno. Existe, no entanto, um limite extrínseco: a dignidade do homem. É inaceitável qualquer forma de progresso cujo preço seja a violação da dignidade humana. Se a pesquisa ameaça o homem, torna-se uma deformação da ciência. Embora se argumente que uma ou outra linha de pesquisa pode abrir possibilidades para o futuro, é preciso dizer "não" quando é o homem que está em jogo. Apesar de ser uma comparação um pouco forte, gostaria de lembrar que já houve um período em que se levaram a cabo experimentações médicas com pessoas que eram consideradas inferiores. Para onde nos levará essa lógica que consiste em tratar um feto ou um embrião como uma coisa?

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘L’abolition de l’homme’)

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