A Igreja transmissora da fé em Jesus Cristo

Na encíclica [Lumen Fidei], o Papa recorda que a fé em Jesus Cristo e em tudo o que Ele nos revelou permanece intacta desde os tempos apostólicos.Como é possível isto? Como se pode estar seguro de beber no «verdadeiro Jesus» através dos séculos?[1] A resposta a esta pergunta, que fazem muitos dos nossos contemporâneos, reduz-se, com todo o fundamento, a uma: por meio da Igreja. Como sucede em cada família, a Igreja transmite aos seus filhos o conteúdo da sua memória. Como se deve fazer esta transmissão de modo que nada se perca, mas antes que tudo se aprofunde cada vez mais na herança da fé? É através da Tradição Apostólica, conservada na Igreja com a assistência do Espírito Santo[2].

Esta transmissão, sempre actual, da Igreja contém-se especialmente nos Símbolos e também noutros documentos do Magistério que expõem a doutrina da fé; por isso, ao longo destes meses, nos temos esforçado por aprofundar no Credo, ajudados pelo Catecismo da Igreja Católica ou pelo seu Compêndio, contentes porque a nossa fé brilha também na vida dos santos ao longo do ano litúrgico. O milagre atribuído à intercessão do queridíssimo D. Álvaro é para nós um outro acicate para pôr em prática o espírito da Obra, velho como o Evangelho e, como o Evangelho, novo[3]: procurar a santificação na vida corrente, que Deus confiou a S. Josemaria para que o reproduzisse na sua alma e na de muitas outras pessoas. Mal se tornou pública a notícia, sugeri-vos que aprofundemos mais na resposta santa de D. Álvaro: a sua fidelidade a Deus, à Igreja e ao Romano Pontífice, a sua plena identificação com o espírito da Obra, recebido de S. Josemaria, que continuou a transmitir-nos integralmente.

[1]. Papa Francisco, Carta enc. Lumen fídei, 29-VI-2013, n. 38.
[2]. Papa Francisco, Carta enc. Lumen fídei, 29-VI-2013, n. 40.
[3]. S. Josemaria, Carta 9-I-1932, n. 91.

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