A «GRANDE FÉ» DE UMA MULHER

Esta é outra lição imprescritível de todo este episódio. A fé só nasce no ventre da humildade. É a humildade que gera a fé. Esta mulher, longe de ficar revoltada com Jesus, não desiste e continua a confiar em Jesus.

Acresce que a nossa fé, como a fé desta mulher, está sempre em teste, está sempre a ser posta à prova. Esta mulher foi testada e duramente provada. Ela obteve o que pretendia porque não desistiu. Mais. A prova que Jesus lhe colocou foi a providencial oportunidade para que ela pudesse testemunhar a grandeza da sua fé.

Na sua humildade, esta mulher mostra que está muito à frente dos que à frente costumam aparecer. Ela podia ser estrangeira para alguns, mas nunca foi estranha para Deus. Para Deus, nem os estrangeiros são estranhos. Infelizmente, nos nossos tempos, ainda há muitos estranhos embora não sejam estrangeiros. Ainda há muitas distâncias na era da proximidade. Estamos perto, mas ainda não aprendemos a estar próximos.

Aprendamos, com esta mulher, a arte da humildade. Esta mulher, na sua humildade, nem sequer reivindica equiparar-se ao Povo eleito. Ela está disposta a ficar apenas com «as migalhas» que caem da mesa (cf. Mt 15, 27). O que ela pede é o acesso à salvação que Jesus traz. Esta salvação é compaixão. A compaixão que a mulher pede para a sua filha é a compaixão que Deus tem por cada um de nós.




Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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