REVOLTA DE ABSALÃO E FUGA DE DAVI


Naqueles dias: 15,7 Absalão disse ao rei: “Eu gostaria de ir a Hebron, para pagar a promessa que fiz ao Senhor. 8Pois quando teu servo ainda estava em Gessur dos arameus, fez um voto neste teor: Se o Senhor me reconduzir para Jerusalém, vou celebrar um culto ao Senhor em Hebron”. 9O rei lhe respondeu: “Vai em paz”. Em seguida Absalão se pôs a caminho e foi a Hebron.
            10Chegando lá, despachou emissários secretos a todas as tribos de Israel com este recado: “Quando ouvirdes o clangor da trombeta, aclamareis: Absalão se tornou rei em Hebron”. 11Ora, com Absalão tinham ido duzentos homens de Jerusalém que ele tinha convidado; eles tinham ido sem desconfiarem nem saberem de nada. 12Enquanto oferecia os sacrifícios, Absalão ainda mandou vir Aquitofel, natural da cidade de Gilo e conselheiro de Davi. Assim a conjuração ia ganhando terreno e o número dos partidários de Absalão crescia.
            13Um mensageiro veio dizer a Davi: “As simpatias de todo o Israel estão com Absalão”. 14Davi disse aos servos que estavam com ele em Jerusalém: “Depressa, fujamos, porque, de outro modo, não podemos escapar de Absalão! Apressai-vos em partir, para que não aconteça que ele, chegando, nos apanhe, traga sobre nós a ruína, e passe a cidade ao fio da espada”.
            24Veio também Sadoc e com ele todos os levitas que carregavam a arca da aliança de Deus, e depuseram a arca de Deus. E Abiatar ofereceu sacrifícios, enquanto passava todo o povo, que ia saindo da cidade. 25Dise então o rei a Sadoc: “Reconduze a arca de Deus à cidade. Se eu achar graça aos olhos do Senhor, ele me reconduzirá e me deixará ver de novo a sua arca e o lugar da sua habitação. 26Se ele, porém,me disser: ‘Tu não me agradas’, então ponho-me em suas mãos: que me faça o que parecer bem aos seus olhos”. 27O rei disse ao sacerdote Sadoc:“Olha! Voltai em paz para a cidade, tu com teu filho Aquimaás e Abiatar com seu filho Jônatas. Que os vossos filhos estejam convosco. 28Vou esconder-me nas campinas do deserto, à espera de que me mandeis notícias”. 29Sadoc e Abiatar reconduziram a arca de Deus para Jerusalém e lá ficaram.
            30Davi caminhava chorando, enquanto subia o monte das Oliveiras, com a cabeça coberta e os pés descalços. E todo o povo que o acompanhava subia também chorando, com a cabeça coberta.
            16,5 Quando o rei chegou a Baurim, saiu de lá um homem da parentela de Saul, chamado Semei, filho de Gera, que ia proferindo maldições enquanto andava. 6Atirava pedras contra Davi e contra todos os servos do rei, embora toda a tropa e todos os homens de elite seguissem agrupados à direita e à esquerda do rei Davi. 7Semei amaldiçoava-o, dizendo: “Vai-te embora! Vai-te embora, homem sanguinário e criminoso! 8O Senhor fez cair sobre ti todo o sangue da casa de Saul, cujo trono usurpaste, e entregou o trono a teu filho Absalão. Tu estás entregue à tua própria maldade, porque és um homem sanguinário”.9Então Abisai, filho de Sarvia, disse ao rei: “Por que há de este cão morto continuar amaldiçoando o senhor, meu rei? Deixa-me passar para lhe cortar a cabeça”. 10Mas o rei respondeu: “Não te intrometas, filho de Sarvia! Se ele amaldiçoa e se o Senhor o mandou maldizer a Davi, quem poderia dizer-lhe: ‘Por que fazes isto?’” 11E Davi disse a Abisai e a todos os seus servos: “Vede: Se meu filho, que saiu das minhas entranhas, atenta contra a minha vida, com mais razão esse filho de Benjamim. Deixai-o amaldiçoar, conforme a permissão do Senhor. 12Talvez o Senhor leve em conta a minha miséria, restituindo-me a ventura em lugar da maldição de hoje”. 13E Davi e seus homens seguiram adiante, enquanto Semei caminhava no flanco do monte, e o acompanhava, proferindo maldições, atirando-lhe pedras e espalhando poeira no ar.


Do Segundo Livro de Samuel             15,7-14.24-30; 16,5-13

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