QUE SE PASSA COM A «TERRA» QUE SOMOS NÓS?

Hoje em dia, não faltam ações nem escasseiam multidões. Estas ações — que arrastam multidões — costumam ter muito impacto. Mas será que têm muito efeito? Há bastante alegria e enorme entusiasmo. Mas que fica quando as ações terminam e as multidões se desfazem?

Não basta acolher a semente. É fundamental cuidar da semente. Há-de ser prioridade estar disponível para fazer crescer a semente. Que se passa, afinal, com a nossa terra, com a terra que somos nós? Onde está a falha?

A semente, como sabemos, é a Palavra de Deus. O caminho, as pedras e os espinhos são os corações dos homens. É nestes que se «ardem» as maiores resistências. Mas se a Palavra de Deus é eficaz — como reconhece a Carta aos Hebreus (cf. Heb 4, 12 —, como explicar a persistência de tantas resistências? Voltando ao Padre António Vieira, é caso para perguntar: «Se a Palavra de Deus é tão eficaz […], como vemos tão pouco fruto da Palavra de Deus?»

O referido Padre António Vieira considerava três possíveis causas para este pouco fruto: o pregador, o ouvinte ou Deus. É claro que Deus só figura aqui hipoteticamente pois «Deus não falta nem pode faltar». Deus está sempre pronto: «com o sol para aquentar e com a chuva para regar; com o sol para alumiar e com a chuva para amolecer, se os nossos corações quiserem». 



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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