PROCUREMOS SER UM «CAMPO» (SEMPRE) FECUNDO

A semente pode ser pequena quando é lançada à terra. Não espanta, pois, que Jesus compare o Reino dos Céus a um «grão de mostarda» (cf, Mt 13, 31). É a mais pequena de todas as sementes, mas, depois, tornar-se a maior de todas as plantas (cf. Mt 13,32).

É muito significativa a reiterada atração que Jesus tem pelo pequeno e pelos pequenos (cf. Mt 25, 40). Afinal, só o que é pequeno pode crescer. Quem já se julga grande que disponibilidade tem para crescer? É por isso que os supostamente grandes não crescem; rebentam. Ser pequeno não é ser inútil; é estar aberto e disponível. Ser pequeno é deixar-se trabalhar pelo verdadeiramente grande, tão grande que até vem ao encontro da nossa pequenez.

O pequeno cresce por ação do «fermento» (cf. Mt 13, 33). Deixemo-nos, então, fermentar por Deus. Pelo Seu Espírito, Ele vem sempre em auxílio da nossa fraqueza (cf. Rom 8, 26). É por tal motivo que, como notou Agostinho da Silva, «mais alta que a grandeza é a humildade».

Não nos sintamos diminuídos na nossa pequenez. Nela, Deus fará o que sempre fez. É Ele que nos conduz pelos caminhos abertos por Jesus. Acolhamos a «boa semente» que Deus espalha no coração de toda a gente. Não tenhamos medo da «ceifa» final. O bem triunfará sobre o mal. Procuremos ser um campo fecundo e tudo começará a mudar. Neste mundo!



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

You Might Also Like

0 comentários

Mapa De Visitante