OS MAIS POBRES

Sempre se viveu na Obra este espírito de serviço. Assim nos contava S. Josemaria: o Opus Dei nasceu entre os pobres de Madrid, nos hospitais e nos bairros mais miseráveis: aos pobres, às crianças e aos doentes continuamos a atendê-los. É uma tradição que nunca se há de interromper na Obra, porque sempre haverá pobres – também pobres em espírito, que não são os menos necessitados – e crianças e doentes: nas catequeses que damos em paróquias mais pobres e nas visitas aos pobres da Virgem Maria [5]

Bem sabeis como o nosso Padre impulsionou sempre em todo o mundo numerosas iniciativas em favor dos mais desfavorecidos, e D. Álvaro seguiu o mesmo caminho. Quando se reunia com grupos de adultos ou de gente nova, animava-os a ocupar-se dos mais necessitados, promovendo projetos para ajudar a satisfazer as necessidades educativas, sanitárias, laborais, etc. e, de forma concreta, para aproximar as pessoas de Deus e que elas se aproximassem d’Ele. Fomentou também esta responsabilidade entre empresários, industriais, banqueiros e, em geral, entre homens e mulheres que dispunham de meios econômicos. Falava-lhes da necessidade de iniciarem ou de ampliarem esse tipo de iniciativas, que deviam considerar como um dever, consequência da justiça e da caridade que há-de fazer parte de toda a atuação cristã, e de um amor sincero a todos os nossos irmãos e irmãs da humanidade.

Nas suas viagens pastorais, não era raro que, animado pelo desejo de melhorar as condições materiais ou profissionais dos sítios que visitava, estimulasse os fiéis e cooperadores da Obra a perspetivar novas ideias nessa linha de ação. Assim aconteceu, entre outros casos, em 1987, durante a sua estadia nas Filipinas, ao presenciar as necessidades de inúmeros desfavorecidos. Sugeriu aos que o ouviam que promovessem centros de formação profissional e de assistência social em Cebu e Manila, os quais agora funcionam como uma realidade admirável. Noutras ocasiões, sabia acolher os pedidos da hierarquia eclesiástica, que conhecia o coração sacerdotal de D. Álvaro. Aconteceu no Congo, durante a viagem pastoral a esse país em 1989. A instâncias do Presidente e do Secretário da Conferência episcopal, animou alguns fiéis e cooperadores da Obra – que já impulsionavam um dispensário médico – a pensar, com responsabilidade pessoal e profissionalismo, na possibilidade de o transformarem num centro hospitalar, do qual pudessem beneficiar, além das populações locais, os sacerdotes, religiosos e religiosas, também de outros países, que trabalhavam nessa zona. Este projeto está a funcionar com grande eficácia, e oferece assistência especializada no âmbito hospitalar e em regime de ambulatório a milhares de pessoas.

[5]. S. Josemaria, Instrução, 8-XII-1941, n. 57.

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