IMPORTANTE NÃO É QUE AS PESSOAS NOS APLAUDAM, MAS QUE SE CONVERTAM

Como ajudar, então, a ser «boa terra» (Mt 13, 8) para a Palavra de Deus? Como conseguir que a Palavra frutifique trinta, sessenta ou cem (cf. Mt 13, 23)? Não se trata, como reparou o Padre António Vieira, de que de uma palavra nasçam cem palavras. Trata-se de que de poucas palavras nasçam muitas obras. «As palavras ouvem-se, as obras vêem-se; as palavras entram pelos ouvidos, as obras entram pelos olhos, e a nossa alma rende-se muito mais pelos olhos que pelos ouvidos».

Os santos convencem porque, enquanto a sua palavra chega aos nossos ouvidos, o seu exemplo entra pelos nossos olhos. Se a nossa vida contraria a nossa mensagem, «se as minhas palavras vão já refutadas nas minhas obras, […] como se há-de fazer fruto?» 

Pensando bem, todos nós, de uma forma ou de outra, somos pregadores. A todos nós está confiada a difusão da Palavra de Deus. Há que não ter medo das adversidades que se levantam e dos obstáculos que se colocam. Não tenhamos medo «dos sofrimentos do tempo presente» (Rom 8, 18). É espantoso ver que o Padre António Vieira achava que a infâmia pode até ser mais fecunda que a fama. Pregar «para ser afamado, isso é mundo: mas infamado, e pregar o que convém, ainda que seja com descrédito da fama, isso é ser pregador de Jesus Cristo».

O importante não é que as pessoas nos aplaudam, mas que as pessoas se convertam. Deixemos, então, que a Palavra de Deus passe através de nós. Mobilizemos os nossos lábios, mas disponibilizemos toda a nossa vida. Por nós Deus quer passar para a todos poder chegar!



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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