A VIDA CRISTÃ NÃO É UM «PASSEIO», MAS UM «COMBATE»

Desengane-se quem pensa que a vida cristã é uma espécie de «passeio» por um mundo sem obstáculos nem acidentes. A vida cristã não é um «passeio», mas um «combate». Aliás, é o próprio São Paulo que confessa a Timóteo ter «combatido o bom combate» (2 Tim 4, 7).

Tal como aconteceu com São Paulo, também nós temos de contar com problemas. Só que os problemas existem não para nos vencerem, mas para serem vencidos por nós com a ajuda de Deus. E nem sequer é o tamanho dos problemas que nos há-de fazer desfalecer ou recuar. O teólogo Eberhard Jüngel reconhecia que «quanto maiores são as dificuldades, tanto maiores são as possibilidades». Deus, com efeito, é maior que a maior das dificuldades. É por isso que, parafraseando alguém, não digamos apenas a Deus que temos grandes problemas; digamos, sobretudo, aos nossos problemas que temos um grande Deus.

Fundamental é que tenhamos consciência das dificuldades e que estejamos dispostos a combater os obstáculos. Mau, muito mau, seria que tomássemos as dificuldades como apoios e que nos demitíssemos da missão de ser sal, fermento e luz. Importa que nunca esqueçamos que o nosso lugar no mundo é ser alternativa, não redundância.

Pensadores houve que, há muitos anos, vaticinaram que haveria de chegar um tempo em que tomaríamos o mal como bem e o bem como mal. Nessa altura, os fiéis seriam considerados infiéis e os infiéis seriam apontados como fiéis. Não nos podemos resignar, pois. Há que ser lúcido, deixando-nos guiar pela luz do Espírito Santo, a única que não ensombra, escurece ou engana.



Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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