TANTOS QUE DESPERDIÇAM TANTO

Num tempo em que há dias mundiais para quase tudo, podemos dizer que hoje é uma espécie de Dia Mundial da Eucaristia. Como acontece com os outros dias mundiais, também este pode ser um momento para avaliar o nosso compromisso com a Eucaristia em cada dia. E, consequentemente, há-de ser uma oportunidade para fortalecer a nossa vivência eucarística de todos os dias.

Pela sua natureza, uma festa como esta não deve ser episódica, meramente circunstancial, reduzida a um único dia. Uma festa como esta não pode ser o evento de um dia, mas o grande acontecimento de cada dia. Ela tem de funcionar como um «despertador» para os outros dias.

A Eucaristia não é festa só hoje. A Eucaristia é a grande festa em cada hoje. De fato, que maior festa pode haver do que ser visitado por Deus, do que ser abraçado por Deus, do que ser interpelado por Deus, do que alimentado por Deus?

É bom não esquecer que, na Eucaristia, é Deus quem nos visita, é Deus quem nos abraça, é Deus quem nos fala, é Deus quem nos alimenta. É assim que a festa deste dia nos desperta para a riqueza de todos os dias, para a beleza de todos os dias. Como entender, então, que tantos desperdicem tanto?


Frei Francisco Bezerra do Nascimento, OFMConv.

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